Processo Revolucionário e a Arte

No começo do século XX com o que é conhecido como “Crise da Consciência Europeia” e, enquanto eclodia a Primeira Guerra Mundial (1914 – 1918), foi a primeira vez que a ideia de um Estado como motor para realizar a revolução utópica de “Um mundo sem Capitalismo” apareceu. Para isso os revolucionários precisavam de todos as armas possíveis, físicas ou não, assim, artistas se tornam o elemento de propagação de ideias, novos valores, e uma nova consciência para um novo mundo, que abandona o velho mundo burguês, seus valores, ideias e consciência. Desta forma, uns combatiam liderando a revolução política outros a revolução estética, encontrando uma convergência para criação do novo mundo.



A ideia “Guerra Cultural” não é recente, os mecanismos usados por socialistas são, inclusive, anteriores a Revolução Russa. O que é chamado de “Processo revolucionário” sempre foi uma estratégia de conquista pré-revolucionário, não somente na economia com Leon Trotski (1879 – 1940), por exemplo em “Programa de Transição” de 1936, demostrando, como poderia ser implantado o socialismo de forma gradualista, mas, o Processo Revolucionário, deveria se estender por toda área da vida humana, inclusive, é claro, na arte.

No começo do século XX com o que é conhecido como “Crise da Consciência Europeia” e, enquanto eclodia a Primeira Guerra Mundial (1914 – 1918), foi a primeira vez que a ideia de um Estado como motor para realizar a revolução utópica de “Um mundo sem Capitalismo” apareceu. Para isso os revolucionários precisavam de todos as armas possíveis, físicas ou não, assim, artistas se tornam o elemento de propagação de ideias, novos valores, e uma nova consciência para um novo mundo, que abandona o velho mundo burguês, seus valores, ideias e consciência. Desta forma, uns combatiam liderando a revolução política outros a revolução estética, encontrando uma convergência para criação do novo mundo.



Revolução e Cultura. Eram comuns as expressões “Agitação Cultural” e “Construção da Nova Ordem Socialista” tais expressões faziam parte da mesma problemática, Marcos Napolitano (1997) em “Arte e Revolução – Entre o artesanato do sonho e a engenharia da alma” diz que é possível ver na recém-criada União Soviética duas fortes tendências que debatiam na cultura.

Um eram os Formalistas ligados à revista frente de Esquerda da Arte (LEF), que através de nomes como Isaac Babel e Meyerhold influenciavam o cinema. O outro eram os “proletkult” um movimento de 1904 criado por Bogdanov que buscava uma arte proletária, para se diferenciar da “arte burguesa”.

Dentro deste contexto revolucionário, e ao longo do século XX, outra corrente alinhada ao partido surge, ganha força rejeitando tanto os revolucionários (LEF), como os que desejavam romper com a herança cultural burguesa, os Naturalistas, ligados ao naturalismo social de 1890 e as ideias de Gueorgui Plekhanov (1856 – 1918), entre outros diversos artistas revolucionários.

Havia, ainda, um Comissário de Instrução A. V. Lunatcharski (1875 – 1933), dramaturgo e crítico literário, alinhado ao proletkult, que coodernava as frentes de esforço na “Guerra Cultural”.

Óbivio que, mesmo com as contradições e conflitos entre o movimento cultural e o partido, sempre estiveram alinhados, inclusive em períodos anteriores a revolução. Desta forma, a arte tornou-se objetiva! A busca pela verdade, o Belo, e o Sublime desapareceu, dando lugar ao Reformismo Revolucinário.