Selvagem é o Socialismo

As mentiras são costumeiras e fazem parte do ônus da liberdade, mas sempre levam a erros, principalmente, conceituais. Ouvir que o capitalismo leva a miséria, ou que o acúmulo de riqueza só existe porque há pobres, é senso comum por todos os lados, mesmo essas chamadas sensacionalistas sendo nada mais que um devaneio cheio de incoerência.



NA ERA DA INFORMAÇÃO E DAS PÓS-VERDADES, há inúmeras mentiras que circulam sem qualquer fundamento, somado a isso, a incapacidade dos indivíduos de discernir a respeito dos diferentes assuntos que saltam à tela todos os dias sem cessar.

As mentiras são costumeiras e fazem parte do ônus da liberdade, mas sempre levam a erros, principalmente, conceituais. Ouvir que o capitalismo leva a miséria, ou que o acúmulo de riqueza só existe porque há pobres, é senso comum por todos os lados, mesmo essas chamadas sensacionalistas sendo nada mais que um devaneio cheio de incoerência.

Porém, entre as mentiras mais distante da verdade esta “CAPITALISMO SELVAGEM” termo primeiramente cunhado por k. Marx (1818 – 1883), em O Capital, agora, usam para se referir a grandes corporações mundiais, mas sem qualquer definição plausível, pergunte a alguém o que é capitalismo selvagem, provavelmente ninguém responderá de forma, no mínimo, coerente, ou entrarão em um consenso, ou seja, é uma dessas palavras que esta na boca de todo mundo e ninguém sabe o que é.



Mas o que quero dizer realmente é que selvagem é o socialismo. O socialismo é selvagem quando suprime a liberdade dos indivíduos, quando arranca sua vontade de potência e o joga no meio da turba, é selvagem quando transforma o coletivo em um meio de agressão de forma impiedosa.

Selvageria é dilacerar o espírito dos fortes e dar seu sangue aos incapazes de olhar para si mesmo como indivíduo responsável por si próprio, é selvageria sugar a vontade de conquista, e entrega para aqueles que preferem a calmaria das multidões, o conforto das opiniões simples e do jeito fácil. Para se manter no poder, políticos roubam dos que produzem e entregam como esmola aos que tem medo ou incapacidade de produzir, aos invejosos! Isto é ser selvagem. Selvagem é o coletivismo!

A livre iniciativa é a resposta do indivíduo para com o mundo externo, para criar soluções e facilidades em troca de alguma coisa. Quando ideias socialistas pervertem esse “sentimento” o sujeito se vê preso e restrito aos conluios com os governos ou com as manadas que o cerca. Quanto maior a liberdade, maiores serão as necessidades e maior será a vontade de romper tais necessidades, assim cria-se riqueza – com liberdade!

A liberdade é colocar a prova a moral do Homem. Sem liberdade não há qualquer resquício de moral, se não há escolhas não se pode optar pelo certo ou pelo bem. Só é possível escolher o certo/bem se existir a possibilidade do errado/mal. É a possibilidade de escolha que pode decidir o que é o belo e moral.

O socialismo é imoral porque rouba o primordial, a liberdade. Faz o mundo parecer perigoso, assim, suprime a coragem e faz com que todos vivam como gados.



Não somente os socialistas, mas todos as formas de coletivismo, fizeram os fortes parecerem maus. Quando Jean-Jacques Rousseau (1712 – 1778), escreve em “Discurso da Desigualdade “O primeiro homem que cercou um pedaço de terra e disse que era sua propriedade e encontrou pessoas que acreditaram nele foi o fundador da sociedade civil. Daí vieram muitos crimes, muitas guerras, horrores e assassinatos que poderiam ter sido evitados se alguém tivesse arrancado as cercas e alertado para que ninguém aceitasse este impostor. Não podemos esquecer que os frutos da terra pertencem a todos nós e a terra a ninguém” ou outros coletivistas que falam em emparelhamento dos homens – sempre através do Estado – negam os instintos mais profundos. Ao cercar, os homens estava se protegendo, ao fazer do espaço propriedade separada o obteve o necessário para desenvolverem suas potencialidades, quando os outros viram as possibilidades de troca e ajuda mútua tiveram que desenvolver a moral, o direito, e a justiça. Não existe justiça sem propriedade privada, já a que a ideia  de propriedade é diretamente vinculada a de direito a algo ou alguma coisa, então, a injustiça é a invasão e violação desse direito, como demonstra John Locke (1632 – 1704) e F. A Hayek (1899 – 1992). Depois, dizer que a violência surgiu após a propriedade separa é notável falácia, quando a verdade é justamente ao contrário. A natureza é violenta, e foi justamente a capacidade de respeito mútuo pelos direitos naturais que nos elevou para além da condição de animais.

Os fortes, em qualquer espécie animal sobre a Terra, são os que delimita seu espaço, forjam suas próprias armas, produzem sua própria comida e alimenta sua prole. Forte sabem que o mundo é muito mais deveres do que direitos. O socialismo é selvagem, principalmente porque é coletivista!

Há inúmeros e persistentes erros na interpretação da história, mesmo que a história seja contada de um ponto de vista, é impossível que qualquer pessoa com senso crítico não veja que o capitalismo foi, entre as opções disponíveis a 100 anos, a melhor opção. Poderia, ainda, falar dos mitos da Revolução Industrial, interpretada como escravidão quando, na verdade, foi a emancipação do homem e de sua vida no campo, servindo antigos senhores feudais, desmistificar ideias equivocadas sobre livre mercado e pobreza. entre tantos outros.

Mas, o que desejei mostrar, de forma simples, é que tais discursos são, principalmente, desonestos e vazios. E, novamente, há uma diferença enorme entre informação e instrução.



INFORMAÇÃO é DIFERENTE DE INSTRUÇÃO

Schopenhauer (1788 – 1860), em “A arte de escrever” faz uma crítica ao dizer “(…) de todos os tipos e de qualquer idade têm em mira apenas a informação, não a instrução”, ou seja, não compreenderam ainda que as informações são meros meios para chegar a uma fonte de instrução.



De modo geral – a média das pessoas não são capazes de compreender a própria opinião! Schopenhauer (1788 – 1860), em “A arte de escrever” faz uma crítica ao dizer “(…) de todos os tipos e de qualquer idade têm em mira apenas a informação, não a instrução”, ou seja, não compreenderam ainda que as informações são meros meios para chegar a uma fonte de instrução. Já passaram mais de 200 anos, chegamos, como conhecida, na Era da informação, e tal afirmativa ainda é muito atual. O mundo está cada vez mais informado porém é incapaz de dicernir entre duas ideias, seja distintas ou convergentes, o que, por diversas vezes, vejo pérpetuar mentiras, ou como chamamos, pós verdades, elementos que partem de pressupostos verdadeiros, porém manipulados, deixando que emoções e opniões pessoais, se tornem maiores do que o fato em si. Ai esta a incapacidade de dicernir – ou falta de instrução!

Na idade média, a escolástica, influenciadas pela dialética socrática, os discípulos eram ensinados a assegurar-se que compreendiam perfeitamente bem as próprias opiniões e as opiniões contrárias as suas, os mestres faziam com que os alunos correlacionassem opniões contrárias, fundamentando e refutando umas a outras. Assim, poderiam saber corretamente a origem de suas opiniões, quais as consequências lógicas e onde elas poderiam culminar. Tal prática parece ser desconhecida da grande massa, levando a uma polarização destrutiva, que mais visam um empate de oposições do que uma convergência para um lugar menos conflituoso.



O pensamento brasileiro é Marxista, ou seja, o brasileiro foi ensinado a pensar segundo os critérios do Materialismo Dialético e Histórico (veja no final do texto). Assim, pensar por outras perspectivas torna-se uma guerra, seja interna – não consegue expor ideias sem tais critérios marxistas, ou externa – com aqueles que rejeitaram o marxismo porém não o compreenderam, e, tão pouco sabem, sobre aquilo que defendem, simplesmente se polarizam!

Para identificar o pensamento com viés Marxista colocarei um exemplo antes de prosseguir. Já que o melhor argumento daqueles que dizem que não há doutrinação nas escolas é que os alunos saem das escolas sem ao menos saber explicar o que é Materialismo dialético e Histórico, o que é verdade, porém isso não significa que a maneira, ou os critérios, para chegar a determinadas opiniões não sejam Marxistas.

Vejamos, pergunte a qualquer pessoa se ela acredita que as cotas são importantes, terá imediatamente, da grande maioria das pessoas, uma resposta positiva, depois pergunte os motivos, chegará mais ou menos ao arguemento de “dívida histórica” e não saberá nada para além disso. Ou seja, não compreende a própria opinião! E, ainda, usou o Materialismo dialético e Histórico de Marx. As pessoas não sabem de onde vieram as próprias ideias, sabem apenas que as ideias estão na sua cabeça, fazendo sentido ou não. Estou cansado de ver isso seja de alunos, seja de professores.

O sujeiro pode ser muito bem informado – típico da nossa Era! Porém pode passar a vida toda sob uma perspectiva marxista e nem ao menos perceper, idem para reacionários! Sinceramente, não vejo problema em pensar o mundo de qualquer que seja a posicão, o que realmente me espanta é a incapacidade de compreender, tanto as posições contrárias como os próprios posicionamentos, como faziam nas escolas escolásticas. Tal prática é um exercício filosófico, também conhecido como ceticismo, mas não é  tão complexo assim, inclusive, leva a ser mais humilde, quando se descobre que é impossível ter certeza de tudo.



John Stuart Mill (1806 – 1873) acreditava que a liberdade tinha um importante papel dentro das sociedades, se alguém é capaz de contar uma mentira, isso é útil, já que podem ser desmascarados, então, podemos chegar as verdades desmascarando as mentiras e os mentirosos. Porém, para desmascarar os mentiroso da pós verdade é necessário mais do que informação, é necessário instrução. Há muita informação porém sem conteúdo instrutivo, o que leva a algo vago que facilmente pende para a polarizações e opiniões baseadas em sentimentalismo.

SEM MEIA CULPA. Como já disse algumas vezes por aqui, acredito que sair da menoridade intelectual é um trabalho pessoal que depende única e exclusivamente de cada indivíduo, o que torna toda mentira midiática também responsabilidade daqueles que não instruíram a si mesmo e, assim, acabam por perpetuar mentiras, já que foram incapazes de discernir as mentiras para conseguir desmascará-las.