MENTIR é lucrativo



Personagem frente a notebbok com notas de dinheiro saindo da tela.

Todos os dias há um boato novo. Alguém famoso que morreu ou está muito doente. Especulações financeiras e políticas. Tudo em nome da visualização. Blogueiros e palpiteiros de rede sociais nem se dão ao trabalho de verificar as notícias que jogam para seu público ansioso pelo último e mais recente boato. Assim ganham não somente os difusores de mentiras, mas também aqueles que se aproveitam dos difusores de mentiras para ganhar dinheiro.

Há buracos na mídia iterativa, blogs e redes sociais, são muito veloz para dar furos, ou tentativas de furos, precisa desesperadamente de histórias, desta forma, caem fácil em mentiras criadas por usuários.



Há alguns anos um rapaz publicou brincando no site iReport, plataforma online da CNN, que uma fonte segura afirmou que Steve Jobs sofreu um ataque cardíaco. Havia sido a primeira e única mensagem deste usuário. Claro, era obviamente um bait. Apesar de parecer uma simples brincadeira o Silicon Alley Insider mordeu a isca e publicou como notícia verdadeira, vinte e cinco minutos e as ações da Apple estavam em queda livre até que, a empresa, negasse toda a história. Quem ganhou com isso? Quem comprou as ações da Applle! [1].

Boatos econômicos surgem a todo momento. É fácil criar comunicados falsos e ninguém ser responsabilizado. Veja outro caso:

“Foi assim com Lambro Ballas, corretor de ações de Nova York: ele foi acusado pela Comissão de Valores Mobiliários de fazer falsos comunicados de imprensa online a respeito de ações de empresas como Google, Disney e Microsoft e enviá-los a blogs e fóruns sobre finanças. Com a notícia falsa de uma oferta de aquisição supostamente feita pela Microsoft, as ações da Local.com subiram 75 por cento em um dia”

de Ryan Holiday (1987), em seu livro “Acredite, Estou Mentindo – Confissões de um Manipulador das Mídias”.

Imagina o que pode ser feito por políticos com vontade de poder!

Hoje, as informações, circulam em velocidade não em confiabilidade, o que torna cada vez mais difícil discernir sobre a verdade ou sobre o que é verdadeiro, além, claro, do agravante – mentiras são lucrativas! [1]

Muitos dos problemas com as fakenews se deve a velocidade e a quantidade de informação disponibilizada em anonimato, tempo é dinheiro e verificar informações ou “dar a cara a tapa” é caro. É mais fácil publicar e, quem sabe, depois se retratar, mesmo que as retratações não tenham o mesmo efeito da notícia anterior.

Antigamente, com um número menor de jornalistas, a delegação de confiança era mais simples, ao noticiar algo era possível descobrir quem deu o furo, em qual agencia e, principalmente, se era confiável. Coisa difícil hoje em dia.

NÃO ESTOU DEFENDENDO REGULAÇÃO DA MÍDIA, já deixei claro que a checagem é de responsabilidade individual, [2] e que mentiras são o ônus da liberdade [2]. Inclusive como deveríamos agir, [3] com cuidado, e com ceticismo, é claro!

[1]. ÓDIO GERA LUCRO! Ou você acha que a tua opinião importa?

[2]. INFORMAÇÃO E RESPONSABILIDADE INDIVIDUAL – A Saída da Menoridade Intelectual

[3]. MANIPULAÇÃO DAS MÍDIAS – COMO AGIR?



PRODUZIMOS MAIS INFORMAÇÃO DO QUE SOMOS CAPAZES DE CONSUMIR?

Excesso de informação O Pateta
O Pateta deitado na cama coberto de jornais com o telefone dizendo: Não Minie!Ainda estou tentando ler os jornais do mês passado!

Em parte é verdade, ou seja, é verdade que produzimos mais informações do que somos capazes de consumir, e que a grande maioria das informações produzidas são inúteis, também é verdade!

Porém, também é verdade que sempre produzimos mais informação do que somos capazes de consumir, e, da mesma forma, é verdade que sempre se produziu muito mais inutilidades do que conteúdo.



Informação é um produto infinito – o que pode ser largamente comercializado, como nos mostra os sofistas da Grécia Antiga já no século V [1]. Raramente há escassez de informação, somente, é claro, em países com histórico de controle das liberdades individuais – leia-se origem socialista/comunista – mas, dentro das proporcionalidades, historicamente, sempre produzimos mais informação do que somos capazes de absorver.

Ninguém, foi ou é, capaz de ler todos os jornais publicados no dia. Ou ler todos os livros lançados no ano corrente. Mesmo que adentrássemos na biblioteca de estantes hexagonais de Jorge Luiz Borges (1899 – 1986) em “A biblioteca de Babel”, a quantidade/possibilidade é infinita mesmo para uma eternidade. Não é possível ler tudo que nos interessa no ano, imagina estudar/absorver tudo.

É necessário selecionar o que é bom. É necessário peneirar. Reter simplesmente aquilo que existe algum valor intelectual e prático. E isso somente o tempo é capaz de fornecer. É necessário tempo de dedicação à leitura e aos estudos, selecionando e focando sobre o que é importante. Sem deixar se dispersar. O mundo a sua volta é formatado para te tornar apático e submisso. Mas são os propósitos e objetivos que o torna mais forte.

[1]. Sofistas eram pessoas que criavam demanda por habilidades intelectuais então, vendiam seus serviços a preço de mercado, aos compradores.

Leia mais:

MANIPULAÇÃO DAS MÍDIAS – COMO AGIR?

INFORMAÇÃO E RESPONSABILIDADE INDIVIDUAL – A Saída da Menoridade Intelectual



ÓDIO GERA LUCRO! Ou você acha que a tua opinião importa?

 

Homem todo de preto e máscara tem uma vara com anzol frente a um notebook outro homem esta acessando a internet.

As mídias sociais, como dizem alguns: deu voz aos idiotas! Verdade, em parte, claro, porque a democracia sempre desejou a voz dos idiotas. E o capitalismo – depois de 1914 com a entrada dos Estados Unidos na Primeira Guerra Mundial, derrubando monarquias e abrindo espaço para Republicas Democráticas – conseguiu aumentar a capacidade tecnológica de comunicação mundial. Aumento da democracia e a ingenuidade de achar que o povo é a voz da razão junto a capacidade do capitalismo de expansão tecnológica multiplicou a capacidade de disseminação de idiotices!



Platão (428 a.C – 347 a.C) dizia que a democracia é retórica e demagógica. [1] Ou seja, é fácil manipular a opinião das massas, basta conhecer os mecanismos. [2]

Agora, a junção entre democracia e um sofisticado sistema de preços pela opinião e atenção do cliente transformou o mundo contemporâneo em lugar onde o importante é ser visto, ou “falem bem ou falem mal, mas falem de mim”.

O capitalismo fez com que as pessoas acreditem que suas opiniões têm valor, quando, na verdade, têm, somente, o preço do anunciante. E, os preços, não são dados ao que é importante ou, pelo menos relevante nos assuntos, mas, simplesmente, porque foram manifestos. O que torna, cada vez mais, as redes sociais e blogs improdutivos.

O dinheiro está nos cliques não no conteúdo. Então ao transformar tudo em polêmica sobe a audiência. A opinião não importa, o que importa é a manifestação da opinião! Então, criar postagens que irritam o público é muito mais lucrativo do que criar postagens com conteúdo que deixem as pessoas pensativas e em silêncio. Ou seja, instigar a irritabilidade através de polarizações aumenta a lucratividade. No fim, as opiniões não mudaram em nada os editoriais, por isso são improdutivas, e apenas elevaram os lucros das empresas de notícias.



Fuja de palpiteiros, todos ganham dinheiro para irritar você!

No brasil, muitos blogueiros ganham dinheiro através de polêmicas que, inclusive, fizeram a ascensão de candidatos à presidência da república. Se aproveitam da impulsividade típica de ser contrariado para criar visualizações.

Quando jornalistas palpiteiros atiçam você, ou pede tua opinião, ele está usando a tua indignação para movimentar a conta bancária dele. Ele realmente não se importa com a opinião, muitos não têm tempo para ver ou responder comentários, na verdade eles se importam é com a manifestação da sua indignação a através de comentários nas páginas de redes sociais ou blogs. Dessa forma, criam engajamento, ganham views e bastante dinheiro.

[1]. Informação e responsabilidade Individual, a Saída da Menoridade intelectual. http://diariumfilosofico.com/filosofia-pratica/informacao-e-responsabilidade-individual-a-saida-de-menoridade-intelectual/

[2]. Manipulação das Mídias, como agir? http://diariumfilosofico.com/filosofia-politica/manipulacao-das-midias-como-agir/



INFORMAÇÃO E RESPONSABILIDADE INDIVIDUAL – A Saída da Menoridade Intelectual

 

Rosto de Noam Chomsky sobre o fundo preto com a frase “How it is we have so much information, but know so little?”
― Noam Chomsky

Desde a primeira fase do expansionismo mercantilista – considerado começo da integração capitalismo/globalização – tenta-se criar um sistema que possibilitasse trocas comerciais em nível global. Com a informação não é diferente. Informação também é comércio. Talvez por isso há tanta FakeNews, uma tentativa de moldar a opinião pública momentaneamente, pois são mentiras rápidas, fáceis de serem desmascaradas.

Porém, as mentiras fazem parte do ônus da liberdade. John Stuart Mill (1806 – 1873) parece que acertou quando diz que as mentiras devem ser permitidas, dessa forma saberemos, ao confrontá-las, o que é verdade. Afinal, sem confrontar as mentiras como chegar as verdades?



Mas na velocidade que a informação nos chega hoje nota-se claramente que é impossível absorver tudo que é mostrado todos os dias.

Por exemplo:

“A notícia do assassinato do presidente norte-americano Abraham Lincoln, em 1865, levou 13 dias para cruzar o Atlântico e chegar à Europa. A queda da Bolsa de Valores de Hong Kong (outubro-novembro/97), levou 13 segundos para cair como um raio sobre São Paulo e Tóquio, Nova York e Tel Aviv, Buenos Aires e Frankfurt. Eis ao vivo e em cores, a globalização” (Clóvis Rossi – do Conselho Editorial – Folha de São Paulo). [2]

Mas, somente informação não é suficiente, é necessário a instrução – capacidade de discernir sobre aquilo a que está exposto – saber o que fazer com o conhecimento para não cair nas garras de charlatões da mídia. Schopenhauer (1788 – 1860) em “Arte de Escrever” faz uma diferenciação entre informação e Instrução [1]. Informação está ao alcance de todos, hoje – acredito que sempre foi assim, apesar de proporcionalmente diferente – é necessário saber selecionar e trabalhar com a cascata de informações que chegam a todo momento em nossa TimeLine.

A principal função é instruir-se para lidar com a informação, como Immanuel Kant (1724 – 1804) diz a saída da menoridade intelectual é de responsabilidade pessoal. Perceber o que é informação de qualidade e/ou verdadeira do que é mera especulação.



É compreensível que a  democracia [3], para além de seus valores atuais, tornou os julgamentos turvos. Ou, como preferem alguns: os sofistas venceram! [4]. Na sociedade moderna, o controle foi substituído pelo convencimento e pela participação ou representatividade, o que evita desconfiança no sistema.

Ao afirmar que os homens são a medida de todas as coisas eliminam a possibilidade de busca pela verdade. Logo, cada um com sua própria verdade precisa de representatividade democrática. Impedindo, quem sabe, a maioridade intelectual. Os reflexos mais claros são a irresponsabilidade sobre o que fala e a incapacidade de quem ouve de discernir sobre o que está sendo dito. O simples fato de alguém dizer aquilo que o sujeito quer ouvir elimina a possibilidade de questionar se, o que está sendo dito, é verdade ou mentira.

A democracia, segundo Platão (428/427 – 348/347) é retórica, argumentativa e demagógica. Com toda razão. O que me leva a pensar sobre a necessidade da responsabilidade individual sobre aquilo que falamos e acreditamos pessoalmente.



Sair da bolha, dito do pensamento contemporâneo, liberdade de pensamento como fala Stuart Mill, discernir entre informação e instrução como em Schopenhauer, ou sair da Menoridade Intelectual a expressão Kantiana, é, basicamente – desprezar a massa! Ou seja, faz parte da busca de aprendizado constante conhecer si mesmo, a própria intelectualidade e, principalmente, ser indivíduo na turbulência do povo.

 [1] Informação é diferente de Instrução

[2] Globalização diminui as distâncias e lança o mundo na era da incerteza

[3] Democracia, antiga e moderna, diferenças fundamentais.

[4] A vitória Sofista, Luis F. Pondé – na Folha



 

Selvagem é o Socialismo

As mentiras são costumeiras e fazem parte do ônus da liberdade, mas sempre levam a erros, principalmente, conceituais. Ouvir que o capitalismo leva a miséria, ou que o acúmulo de riqueza só existe porque há pobres, é senso comum por todos os lados, mesmo essas chamadas sensacionalistas sendo nada mais que um devaneio cheio de incoerência.



NA ERA DA INFORMAÇÃO E DAS PÓS-VERDADES, há inúmeras mentiras que circulam sem qualquer fundamento, somado a isso, a incapacidade dos indivíduos de discernir a respeito dos diferentes assuntos que saltam à tela todos os dias sem cessar.

As mentiras são costumeiras e fazem parte do ônus da liberdade, mas sempre levam a erros, principalmente, conceituais. Ouvir que o capitalismo leva a miséria, ou que o acúmulo de riqueza só existe porque há pobres, é senso comum por todos os lados, mesmo essas chamadas sensacionalistas sendo nada mais que um devaneio cheio de incoerência.

Porém, entre as mentiras mais distante da verdade esta “CAPITALISMO SELVAGEM” termo primeiramente cunhado por k. Marx (1818 – 1883), em O Capital, agora, usam para se referir a grandes corporações mundiais, mas sem qualquer definição plausível, pergunte a alguém o que é capitalismo selvagem, provavelmente ninguém responderá de forma, no mínimo, coerente, ou entrarão em um consenso, ou seja, é uma dessas palavras que esta na boca de todo mundo e ninguém sabe o que é.



Mas o que quero dizer realmente é que selvagem é o socialismo. O socialismo é selvagem quando suprime a liberdade dos indivíduos, quando arranca sua vontade de potência e o joga no meio da turba, é selvagem quando transforma o coletivo em um meio de agressão de forma impiedosa.

Selvageria é dilacerar o espírito dos fortes e dar seu sangue aos incapazes de olhar para si mesmo como indivíduo responsável por si próprio, é selvageria sugar a vontade de conquista, e entrega para aqueles que preferem a calmaria das multidões, o conforto das opiniões simples e do jeito fácil. Para se manter no poder, políticos roubam dos que produzem e entregam como esmola aos que tem medo ou incapacidade de produzir, aos invejosos! Isto é ser selvagem. Selvagem é o coletivismo!

A livre iniciativa é a resposta do indivíduo para com o mundo externo, para criar soluções e facilidades em troca de alguma coisa. Quando ideias socialistas pervertem esse “sentimento” o sujeito se vê preso e restrito aos conluios com os governos ou com as manadas que o cerca. Quanto maior a liberdade, maiores serão as necessidades e maior será a vontade de romper tais necessidades, assim cria-se riqueza – com liberdade!

A liberdade é colocar a prova a moral do Homem. Sem liberdade não há qualquer resquício de moral, se não há escolhas não se pode optar pelo certo ou pelo bem. Só é possível escolher o certo/bem se existir a possibilidade do errado/mal. É a possibilidade de escolha que pode decidir o que é o belo e moral.

O socialismo é imoral porque rouba o primordial, a liberdade. Faz o mundo parecer perigoso, assim, suprime a coragem e faz com que todos vivam como gados.



Não somente os socialistas, mas todos as formas de coletivismo, fizeram os fortes parecerem maus. Quando Jean-Jacques Rousseau (1712 – 1778), escreve em “Discurso da Desigualdade “O primeiro homem que cercou um pedaço de terra e disse que era sua propriedade e encontrou pessoas que acreditaram nele foi o fundador da sociedade civil. Daí vieram muitos crimes, muitas guerras, horrores e assassinatos que poderiam ter sido evitados se alguém tivesse arrancado as cercas e alertado para que ninguém aceitasse este impostor. Não podemos esquecer que os frutos da terra pertencem a todos nós e a terra a ninguém” ou outros coletivistas que falam em emparelhamento dos homens – sempre através do Estado – negam os instintos mais profundos. Ao cercar, os homens estava se protegendo, ao fazer do espaço propriedade separada o obteve o necessário para desenvolverem suas potencialidades, quando os outros viram as possibilidades de troca e ajuda mútua tiveram que desenvolver a moral, o direito, e a justiça. Não existe justiça sem propriedade privada, já a que a ideia  de propriedade é diretamente vinculada a de direito a algo ou alguma coisa, então, a injustiça é a invasão e violação desse direito, como demonstra John Locke (1632 – 1704) e F. A Hayek (1899 – 1992). Depois, dizer que a violência surgiu após a propriedade separa é notável falácia, quando a verdade é justamente ao contrário. A natureza é violenta, e foi justamente a capacidade de respeito mútuo pelos direitos naturais que nos elevou para além da condição de animais.

Os fortes, em qualquer espécie animal sobre a Terra, são os que delimita seu espaço, forjam suas próprias armas, produzem sua própria comida e alimenta sua prole. Forte sabem que o mundo é muito mais deveres do que direitos. O socialismo é selvagem, principalmente porque é coletivista!

Há inúmeros e persistentes erros na interpretação da história, mesmo que a história seja contada de um ponto de vista, é impossível que qualquer pessoa com senso crítico não veja que o capitalismo foi, entre as opções disponíveis a 100 anos, a melhor opção. Poderia, ainda, falar dos mitos da Revolução Industrial, interpretada como escravidão quando, na verdade, foi a emancipação do homem e de sua vida no campo, servindo antigos senhores feudais, desmistificar ideias equivocadas sobre livre mercado e pobreza. entre tantos outros.

Mas, o que desejei mostrar, de forma simples, é que tais discursos são, principalmente, desonestos e vazios. E, novamente, há uma diferença enorme entre informação e instrução.



EM DEFESA DO CHARLATANISMO

Existem charlatões de toda sorte, mas como diz Stuart Mill (1086-1873) as mentiras também devem ser permitidas, faz parte do ônus intrínseco à liberdade, do contrário como saberemos que o que seguimos é verdade?



Entre mentiras, Pós-Verdades, e histeria midiática, com a “Cura Gay”, o que, resumidamente, foi feito pelo juiz federal da 14ª Vara do Distrito Federal Waldemar Cláudio de Carvalho é, simplesmente, proibir a proibição que o Conselho Federal de Psicologia havia imposto sobre os indivíduos – nada demais!

Estamos na era da Informação e ainda é difícil discernir a diferença entre informação e instrução.

Mentiras sempre existiram e sempre existirão – no caso há duas – o texto não fala em Cura Gay e, caso algum Psicólogo queira vender a ideia, continuará sendo mentira. Particularmente, acho que não existe uma cura, e, sinceramente, acho que isso não é importante no século XXI. Mas, a liberdade individual e, neste caso, científica, deve ser respeitada e sempre ampliada.

Sobre mentiras, nada pode ser feito a não ser desmascará-las. A “Cura Gay” é só mais um desses casos – que ganha grande repercussão por causa da agenda LGBT.

Existem charlatões de toda sorte, mas como diz Stuart Mill (1806-1873) as mentiras também devem ser permitidas, faz parte do ônus intrínseco à liberdade, do contrário como saberemos que o que seguimos é verdade? E, mais, as mentiras são uma oportunidade de reconhecermos as verdades e seguirmos pelo caminho mais correto. Desta forma, como saberíamos que algo é mentira se não podemos desmascará-la? Se existe, da parte do leitor, qualquer apego à liberdade e ao bom senso, sabe que proibições criam mitos e mitos dificilmente são desfeitos se não por meio de ideias e discussões.



A proibição é, nada mais, que um puritanismo hipócrita típico de esquerdista – apesar que a direita brasileira não fica atrás, aprendeu direitinho como impor suas vontades no grito – já que todo tipo de proibição é uma proibição para aquilo que a Esquerda ou a Direita acha que é errado e deve ser proibido, nenhuma dessas polarizações estão pensando na liberdade do indivíduo e, sim, numa doutrinação estadista, onde só vale o que um lado deseja. A liberdade esta para além desta polarização! É, nesse, como em outros casos, o indivíduo contra o Estado.

A pauta LGBT é amplamente divulgada devido seu apelo social, mas já imaginou se tivesse que proibir todo o charlatanismo, que hoje paira sobre a medicina? Poderia cortar a metades dos atendimentos hoje prestados por fisioterapeutas, enfermeiros, médicos etc., o próprio SUS promove uma série de programas que não há comprovações científicas.

O que esta em questão, no caso, é a Ética da Liberdade, a compreensão que o homem tem de si mesmo, e do seu lugar, na ordem e harmonia do universo e não a ética dos conselhos de classes – que já deveriam ter sido abolidos há tempos. O que esta em jogo é a liberdade individual, a liberdade de escolha, que é referente ao sujeito e com aqueles com que ele se relaciona, por qualquer que seja o motivo.

Ou seja, a liberdade individual consiste em uma obrigação intrínseca consigo mesmo o que inclui o direito e o dever de governar a si próprio. Isto é, nenhum governo ou qualquer instituição tem legitimidade sobre a vontade do indivíduo.

Desta forma, o direito individual de cada ser humano é também o risco de se colocar em perigo durante qualquer que seja o tratamento que pretende se submeter – bioquímico ou psicológico – ou seja, pode ser a cura gay, acupuntura, remédios homeopáticos ou qualquer outro, e, inclusive, não se submeter a nenhum tratamento, caso assim desejar, seja por motivos religiosos ou não.



A questão, deste específico caso, é nada além de político. É a agenda esquerdista tentado se impor sobre a vontade dos indivíduos para parecer como um salvador das minorias em troca de alguns votos. Porém, a verdade, é outra, os direitos individuais nunca foram pauta da esquerda, pelo contrário, a esquerda sempre olhou para o ser humano como massa, e sempre fez dele massa de manobra. A pauta das liberdades individuais sempre esteve mais à direita desta polarização, mesmo que no Brasil estes conceitos sejam tão confusos.

O debate é conhecido, foi somente depois da Queda do Muro de Berlin (1989) que a esquerda se reorganiza e começa o seu discurso no sentido de liberdades individuais. E, para esquerda, estes novos conceitos se tornam turvos, já que, até hoje, ainda pensa e olha o mundo de forma gregária, ou seja, dividindo-o em grupos.

Porém, estas divisões, sempre criarão conflitos porque o indivíduo não é responsável por si mesmo e o direito não esta vinculado a natureza intrínseca de ser humano, mas na origem daqueles que o possui, ou seja, para o socialista, não se tem o direito à liberdade porque é um ser humano, mas porque pertence ao grupo de mulheres, negros, gays etc., desta forma, sempre o grupo mais forte, ou aquele que gritar mais alto, se sobressairá sobre o outro, aqueles que detiverem o poder de coerção do Estado terá todos os outros nas mãos, e, não poderia ser diferente, porque esse é o objetivo – criar conflitos e possuir o monopólio da violência, o Estado!

A esquerda absorveu a pauta, mas não a compreendeu ainda, não existe direitos coletivos, e, a tentativa de aplicá-los, sempre se tornará uma tragédia.

Desta forma, fica tudo tão confuso que se perguntarmos a alguém o que são Direitos Naturais, cada um responderá segundo seu grupo de origem, o que sempre leva ao detrimento do outro grupo. Ao invés disso se entendermos o direito como sendo intrínseco ao humano, por ser um indivíduo, este direito abarcará também aos semelhantes mesmo que ele seja diferente. As diferenças conceituais são muito sutis, entre direitos de grupos e direitos individuais, mas que acarreta uma grande diferença na organização mental do indivíduo.



INFORMAÇÃO é DIFERENTE DE INSTRUÇÃO

Schopenhauer (1788 – 1860), em “A arte de escrever” faz uma crítica ao dizer “(…) de todos os tipos e de qualquer idade têm em mira apenas a informação, não a instrução”, ou seja, não compreenderam ainda que as informações são meros meios para chegar a uma fonte de instrução.



De modo geral – a média das pessoas não são capazes de compreender a própria opinião! Schopenhauer (1788 – 1860), em “A arte de escrever” faz uma crítica ao dizer “(…) de todos os tipos e de qualquer idade têm em mira apenas a informação, não a instrução”, ou seja, não compreenderam ainda que as informações são meros meios para chegar a uma fonte de instrução. Já passaram mais de 200 anos, chegamos, como conhecida, na Era da informação, e tal afirmativa ainda é muito atual. O mundo está cada vez mais informado porém é incapaz de dicernir entre duas ideias, seja distintas ou convergentes, o que, por diversas vezes, vejo pérpetuar mentiras, ou como chamamos, pós verdades, elementos que partem de pressupostos verdadeiros, porém manipulados, deixando que emoções e opniões pessoais, se tornem maiores do que o fato em si. Ai esta a incapacidade de dicernir – ou falta de instrução!

Na idade média, a escolástica, influenciadas pela dialética socrática, os discípulos eram ensinados a assegurar-se que compreendiam perfeitamente bem as próprias opiniões e as opiniões contrárias as suas, os mestres faziam com que os alunos correlacionassem opniões contrárias, fundamentando e refutando umas a outras. Assim, poderiam saber corretamente a origem de suas opiniões, quais as consequências lógicas e onde elas poderiam culminar. Tal prática parece ser desconhecida da grande massa, levando a uma polarização destrutiva, que mais visam um empate de oposições do que uma convergência para um lugar menos conflituoso.



O pensamento brasileiro é Marxista, ou seja, o brasileiro foi ensinado a pensar segundo os critérios do Materialismo Dialético e Histórico (veja no final do texto). Assim, pensar por outras perspectivas torna-se uma guerra, seja interna – não consegue expor ideias sem tais critérios marxistas, ou externa – com aqueles que rejeitaram o marxismo porém não o compreenderam, e, tão pouco sabem, sobre aquilo que defendem, simplesmente se polarizam!

Para identificar o pensamento com viés Marxista colocarei um exemplo antes de prosseguir. Já que o melhor argumento daqueles que dizem que não há doutrinação nas escolas é que os alunos saem das escolas sem ao menos saber explicar o que é Materialismo dialético e Histórico, o que é verdade, porém isso não significa que a maneira, ou os critérios, para chegar a determinadas opiniões não sejam Marxistas.

Vejamos, pergunte a qualquer pessoa se ela acredita que as cotas são importantes, terá imediatamente, da grande maioria das pessoas, uma resposta positiva, depois pergunte os motivos, chegará mais ou menos ao arguemento de “dívida histórica” e não saberá nada para além disso. Ou seja, não compreende a própria opinião! E, ainda, usou o Materialismo dialético e Histórico de Marx. As pessoas não sabem de onde vieram as próprias ideias, sabem apenas que as ideias estão na sua cabeça, fazendo sentido ou não. Estou cansado de ver isso seja de alunos, seja de professores.

O sujeiro pode ser muito bem informado – típico da nossa Era! Porém pode passar a vida toda sob uma perspectiva marxista e nem ao menos perceper, idem para reacionários! Sinceramente, não vejo problema em pensar o mundo de qualquer que seja a posicão, o que realmente me espanta é a incapacidade de compreender, tanto as posições contrárias como os próprios posicionamentos, como faziam nas escolas escolásticas. Tal prática é um exercício filosófico, também conhecido como ceticismo, mas não é  tão complexo assim, inclusive, leva a ser mais humilde, quando se descobre que é impossível ter certeza de tudo.



John Stuart Mill (1806 – 1873) acreditava que a liberdade tinha um importante papel dentro das sociedades, se alguém é capaz de contar uma mentira, isso é útil, já que podem ser desmascarados, então, podemos chegar as verdades desmascarando as mentiras e os mentirosos. Porém, para desmascarar os mentiroso da pós verdade é necessário mais do que informação, é necessário instrução. Há muita informação porém sem conteúdo instrutivo, o que leva a algo vago que facilmente pende para a polarizações e opiniões baseadas em sentimentalismo.

SEM MEIA CULPA. Como já disse algumas vezes por aqui, acredito que sair da menoridade intelectual é um trabalho pessoal que depende única e exclusivamente de cada indivíduo, o que torna toda mentira midiática também responsabilidade daqueles que não instruíram a si mesmo e, assim, acabam por perpetuar mentiras, já que foram incapazes de discernir as mentiras para conseguir desmascará-las.