DETURPARAM MARX? Entre os delírios socialistas e a inconveniente realidade

Há, todos os dias, alguém para dizer: “ deturparam Marx! ” Mas a história recente mostra outra, incontestável, versão, pelo menos na antiga União Soviética foram aplicadas boa parte da teoria marxista. Assim o começo do século XX foi manchado pelo vermelho-sangue com respaldo, ou através de boa parte, do que era chamado de socialismo.



Há, todos os dias, alguém para dizer: “ deturparam Marx! ” Mas a história recente mostra outra, incontestável, versão, pelo menos na antiga União Soviética foram aplicadas boa parte da teoria marxista. Assim, o começo do século XX foi manchado pelo vermelho-sangue com respaldo, ou através de boa parte, do que era chamado de socialismo.

Os socialistas/comunistas ofereceram ao mundo uma nova configuração para a sociedade. Era a resposta para solucionar problemas básicos e de sobrevivência material das populações, a solução para o fim da opressão causada pelo capitalismo. E, para isso, era necessário banir as classes sociais. Seria uma nova sociedade, igualitária e livre dos problemas causados pelo livre-mercado, assim, a emancipação do homem no mundo, estaria completa.

Mas, como sempre, e desde o princípio, infelizmente para os socialistas a realidade bate à porta. Entre promessas e realidade há um abismo e o sonho socialista foi por água abaixo, mas, não sem antes deixar seu rastro de morte e destruição por onde passou, neste caso, União Soviética.

Longe da liberdade e da igualdade prometida, a história da União Soviética e da Revolução de 1917 para uma instauração de regime comunista, mostra que nem tudo são flores e que a realidade é cruel. O Estado se mostrou ainda mais opressor e as desigualdades ainda maiores. Mortes e desaparecimento de diversas pessoas tanto da esquerda como da direita, mostrava o cenário muito desconexo das promessas de outrora, os sonhos de ampliação da democracia tornaram-se um pesadelo!

A URSS passou a perseguir todos aqueles que não louvassem o ÚNICO PARTIDO, ou o chefe infalível. Representando um imenso retrocesso para toda população e, agora, uma ditadura sem qualquer liberdade, igualdade ou justiça.

Felizmente o socialismo acaba oficialmente em 1991 com o fim da URSS, mas os rastros de violência seguem até hoje.



Marx e a União Soviética entre a Teoria e a prática 

Karl Marx (1818 – 1883) acreditava que a base da exploração capitalista era a propriedade privada. Logo, a conclusão é, abolir a propriedade privada e socializar os meios de produção e de distribuição, segundo K. Marx com isso a riqueza produzida perderia seu o caráter de valor, assim se reduzindo ao valor de uso, ou seja, produtos para satisfação das necessidades humanas. A própria força de trabalho perderia seu caráter de mercadoria com a eliminação do trabalho assalariado. Acreditava que suprimindo a propriedade privada ninguém conseguiria explorar o outro.

Na URSS toda propriedade privada foi abolida. Houve a nacionalização dos meios de produção e da distribuição – a nacionalização da terra de forma violenta e cruel, e, segundo Moshe Lewin (1921 – 2010) contra a vontade dos camponeses.

Infelizmente a eliminação da propriedade privada e dos meios de produção não foi como teorizado, ou seja, para as mãos e controle do povo, pois, obviamente, ao suprimir a propriedade se suprime junto o poder intrínseco a ela. A natureza da liberdade está condicionada a propriedade, sem a garantia da propriedade não há onde o indivíduo se resguardar, seja da violência física ou psicológica. Porém, os burocratas do Estado sim!

Apesar da propriedade ter sido declarada juridicamente pública, e não estatal, os homens do Estado são os que controlam “a coisa pública” e no Estado sempre estão os homens do partido.

Há, ainda, o Plano Econômico Centralizado. Através de um plano centralizador era estabelecido impostos sem qualquer discussão democrática entre os produtores e consumidores e o Estado. A prática coerciva de arrecadação continuava, e, agora, não havia qualquer oposição.



Outra característica era a Superação da Divisão Social do Trabalho – K. Marx acreditava que existia um topo de onde poucos comandavam enquanto a grande maioria dos trabalhadores, simplesmente executava tarefas sem controle dos instrumentos de trabalho, ou seja, era contra a especialização do trabalho, acreditava que todos deveriam ter plena consciência de todo o processo de produção da mercadoria. Esta característica de divisão era alienante para os produtores, então, era necessário eliminar não somente a relação homem-trabalho, campo e cidade, mas também entre trabalho manual e trabalho intelectual.

Isso não somente não foi possível devido as características individuais, físicas e intelectuais, como desde cedo criou-se apenas duas classes sociais, os burocratas de alto escalão, que se apoderou de toda as tarefas de planejamento, administração e controle – sem, uma relação direta com a produção – e, a outra, grande massa de produtores que não tinham qualquer controle sobre a produção, desprovida de poder sobre os investimentos e consumo, ou o controle da produção e, menos ainda, sobre o ritmo de trabalho.

Quanto aos salários. K Marx admitia que seres humanos são desiguais e que mesmo em um mundo de igualdade os homens seriam desiguais. Então ele propõe que seja cobrado de cada um segundo suas capacidades e dar a cada um segundo suas necessidades – eu não acredito que alguém consegue ver possibilidade nisso! Mas, continuando… Então, a URSS continua com as relações de trabalho assalariado. Mas, agora, está pior. O trabalhador não conseguia produzir se não somente para própria subsistência, já que o Estado arrancava das mãos do trabalhador parte do produto excedente, e, mais, havia também os altos impostos para sustentar a nova burocracia. Assim, ao fim da história, foi possível constatar que a desigualdade social e a alienação do produto não se relacionam com a propriedade privada, como acreditava K. Marx.

Em “Ideologia Alemã” K. Marx imaginou que sem classes e sem a exploração o Estado Progressivamente Desapareceria como consequência. Mesmo negando o anarquismo K. Marx e F. Engels (1820 – 1895) acreditavam que o próprio Estado prepararia sua extinção, ou seja, o Estado e o capitalismo teriam seu fim juntos e uma população autogestora surgiria das cinzas do velho mundo. É de uma inocência fora do normal ou cinismo? Decidam por vocês mesmos.



Mas a realidade é outra, seres humanos são egoístas! Agem segundo suas vontades e farão de tudo para conquistar seus objetivos e manter seus privilégios. E junto aos delírios vem o ônus dos delírios. O Estado é um mostro e crescerá sempre na medida em que for alimentado. E, na URSS cresceu através da burocracia e da violência, tornou as relações assimétricas, enfraqueceu os indivíduos e os desorganizou. Então, um único partido, dono do Estado, com um regime cruel e desumano floresceu através das perseguições e delações.

O totalitarismo da URSS proibiu tanto outros partidos como fragmentações. Suspendeu os direitos democráticos, coletivos e individuais. Assassinou opositores, inclusive da própria esquerda do stalinismo. Teve rígido controle da imprensa, com censuras, onde só poderiam noticiar versões oficiais, qualquer crítica, visão alternativa ou acontecimentos negativos eram rechaçados. Foram suprimidas as organizações sociais, e mantinham sindicatos no cabresto do Estado, assim o stalinismo iludia os trabalhadores com falsas ideias que estavam no poder através do Estado. Não concebia qualquer pluralidade, qualquer um que apresentasse autonomia era visto como opositor, uma ameaça ao regime ou falta de submissão.

Há aqueles que não admitem as relações, as características e os fatos de que a teorias socialista foi colocada em prática, e, existem aqueles que sabem e admitem os erros característicos do marxismo, porém, como sempre, atribuem os erros a algo externo a teoria. Como sempre a culpa nunca é da inviabilidade do socialismo, mas de fatores para além da teoria, como atraso material e cultural da população da velha Rússia, isolamentos etc. Há desculpa para tudo! Mas fica a pergunta: se o socialismo só é possível em um lugar em que já existe prosperidade material e cultural, então é melhor deixar o capitalismo agir primeiro, certo? Já que o comunismo é incapaz de gerar tais condições. E, se é assim, para que serviria o socialismo em um lugar onde as pessoas já têm tudo o que precisam para viver? Estas questões levantadas servem para questionar tanto os marxistas como o próprio K. Marx, pois, ele acreditava que as revoluções ocorreriam primeiro em lugares prósperos.

Mas, todos aqueles que simplesmente dizem que o socialismo é uma ideia de liberdade e generosidade são os que menos bagagem teórica possuem, precisam de palavras subjetivas para defender uma teoria que na prática já foi desmascarada – mostram uma completa desconexão com a realidade! Não importa quais as intenções pelas quais as ideias são concebidas, cabe, simplesmente, saber qual a viabilidade prática. Por mais bem-intencionada que seja uma teoria é na prática que deve se provar necessária e verdadeira.



O DINHEIRO DO ESTADO NÃO PERTENCE AO POVO!

Os impostos aumentam, e o brasileiro segue estadista. não consegue ver a relação entre o Estado que suga o trabalhador e seu difícil cotidiano.



A conveniente frase de Mussolini (1883 – 1945), “Tudo no estado, nada fora do estado, nada contra o Estado” aplica-se facilmente aos dias de hoje em diversos países afora, Brasil incluso. Época em que o já grande Estado brasileiro insiste em aumento de impostos, assim, fácil! Os gastos de um Estado inchado aumentam e a resposta rápida é: “Vamos retirar mais dinheiro da população! Os ‘contribuintes’ irão entender”, afinal, tudo pelo glorioso Estado.

A notícia G1: Aumento do PIS/Cofins cobrados sobre gasolina, diesel e etanol. Com o reajuste o governo pretende arrecadar, leia-se ROUBAR, R$ 10,42 bilhões dos pagadores de impostos. É simples, a decisão não passa pela autorização do congresso. Então, a arrecadação é imediata!

Assim segue a extorsão, normalmente, através de coerção estatal, para sustentar um sistema de parasitas.

Dada a notícia. Gostaria de colocar O DINHEIRO DO ESTADO NÃO PERTENCE AO POVO! O DINHEIRO DO ESTADO É DO ESTADO, E O ESTADO FARÁ O QUE QUISER COM O DINHEIRO. Queira você ou não, o Estado não produz absolutamente nada, o Estado existe, única e exclusivamente, porque subtrai de quem produz. Nem ao menos é dado o direito de rastrear a “contribuição”, se não pode ser rastreado e nem decidido onde será aplicado fica simples entender, O DINHEIRO É DO ESTADO!

E mais: “O que realmente ocorre na prática é que pagamos impostos majoritariamente para bancar salários de políticos, burocratas, funcionários públicos e, principalmente, para alimentar o parasitismo de lobistas e grupos de interesse que, por causa de suas boas relações com políticos, obtêm acesso irrestrito ao orçamento do governo por meio de contratos de obras públicas, subsídios, empréstimos subsidiados e criação de regulamentações que lhes beneficiem e prejudiquem a concorrência.

Ou seja, pagamos impostos para que esse dinheiro seja repassado a funcionários do estado e a grupos de interesse muito bem organizados — os quais obtêm esse dinheiro em troca de propina que pagam a políticos.” (Trecho retirado de Impostos nada mais são do que roubo legalizado, diversos autores), Além de ser um roubo é usado para cometer injustiças!



Sabendo disso sempre me pergunto: por quê, raios! As pessoas ainda confiam em políticos?

Os gregos céticos diziam que devemos desconfiar do mundo. As pessoas são egoístas e vão agir segundo suas vontades para satisfazer seus desejos. Há uma falácia ao dizer “falta vontade política” o que não falta é vontade de político. Políticos têm é vontade demais. Ainda, por ilustre vontade, aumentam cada vez mais o Estado simplesmente para satisfazerem ainda mais suas vontades. O que falta é justamente o contrário, cortar vontades políticas, enfraquecer o Estado e diminuir a quantidade de políticos, só assim é possível diminuir as vontades dos políticos. É tanta gente satisfazendo suas vontades, através da máquina estatal, que não há povo para aguentar!

Sêneca (4 A.C – 64 D.C) dizia que deveríamos desprezar o mundo. Faz sentido quando se têm a impressão que tudo é mentira. Sêneca foi tutor de Nero, conhecia bem a vida política e, principalmente, que era baseada em mentiras e trapaças. Isso a tanto tempo que qualquer pessoa, com um pingo de consciência, é capaz de identificar que os propósitos dos políticos não é o bem público.

Séculos adiante Voltaire (1694 – 1778), exprime com precisão cirúrgica “A política é o meio através do qual homens sem princípios dirigem os homens sem memória”, nada mais certeiro, e, principalmente, para o Brasil nada mais atual! E, ainda, seguindo dentro do mesmo pensamento Thomas Sowell (1930) coloca: “O propósito da política não é solucionar problemas, mas achar problemas para justificar a expansão do poder do governo e um aumento nos impostos”.

E mesmo diante de tantos escândalos, mandos e desmandos estatais, o brasileiro ainda continua acreditando no Estado. É um ser domesticado – foi educado para isso. Um tipo de sebastianista por instinto. Acredita que haverá uma salvação vinda de políticos, gosta de mitos. Acredita que um dia virá um ser iluminado que administrará com amor e justiça a pátria amada. Uma tolice!

Políticos brasileiros têm praticamente os mesmos projetos de organização estatal – os mesmos projetos de governo – e mesmo assim não se questiona o óbvio, por quê? O brasileiro vota em pessoas, acredita que o problema é a corrupção, mas que um dia acertará, e então alguém virá administrar o espólio de forma honesta – más notícias, imposto é roubo, depois disso o dinheiro não é mais do cidadão “contribuinte”.

Nietzsche (1944 – 1900) dizia que na medida em que cresce o Estado o indivíduo diminui, verdade! Não existe coexistência entre os indivíduos e o Estado, é inevitável, o Estado sempre gastará mais do que a capacidade dos indivíduos de gerar riqueza.