DIREITO AO ÓDIO

O direito ao ódio é o direito a livre expressão, e liberdade de expressão é também suportar o peso das próprias opiniões.

Deixar o governo interferir na liberdade do outro é dar o aval para que o Estado interfira na sua liberdade também.



DIREITO AO ÓDIO – ao dizer “mais amor, menos ódio” nada se diz! Uma frase de efeito jogada sobre uma nação de cabeça ocas em troca de voto para um salvador. A expressão é vazia em si mesma, quero dizer: não há utilidade prática ou argumentativa.

Caso perguntemos o que é ódio ou o que é amor, haverá uma infinidade de respostas subjetivas, logo, qualquer um pode se tornar o detentor da verdade, o dono de uma verdade incontestável dentro de uma receita. Basta definir sua prioridade. Ou seu preconceito?

Um sujeito dizer que não gosta de um determinado grupo ou que abomina outros não significa absolutamente nada! Já que não se pode interferir na liberdade de outro sujeito com sua opinião.



Rosto de Noam Chomsky sobre um fundo escuro com a frase “se não acreditamos na liberdade de expressão para as pessoas que desprezamos não acreditamos nela.

Esta semana ouvi a expressão “mais amor, menos ódio” em um programa de televisão, coincidência ou não na mesma semana a ditadura de Nicolas Maduro, resolveu que deve existir uma Lei contra o Ódio [1], uma daquelas ideias estapafúrdias que sempre surge na cabeça de coletivistas, e que todo mundo sabe que só servirá de repressão política por meios jurídicos, uma dessas ideias que nos leva a foçar a linguagem contra o politicamente correto e dizer PRECISAMOS DO DIREITO AO ÓDIO!

Esse é o direito ao ódio! Ou ao amor, tanto faz. Um direito ao pensamento.

Um sujeito detentor de preconceitos, de qualquer natureza, pode inclusive racionalizar seu ódio criando argumentos que justifique sua estupidez, é um direito inalienável ser um idiota! E é, igualmente, direito boicotar os preconceituosos.

Agora, ferir a liberdade é abominável. É aí que está o erro do politicamente correto, e, agora, a descarada Lei contra o ódio do Maduro, definiu palavras vãs e passou a ser possuidores da verdade universal. Tentando delimitar o pensamento e os cidadãos, através de regras insidiosas, e, ainda, tentando abolir os sentimentos, ou suas próprias definições de amor ou ódio.

Só há um objetivo em políticos, dividir a população entre eleitores e inimigos. Assim, garante para si a manutenção do poder. Faz acreditar que a liberdade, ou sua manutenção, é uma concessão estatal, quando na verdade é um direito intrínseco a pessoa.



[1]. A lei também obriga os meios de comunicação a promover “a paz, a tolerância e a igualdade”, e que o “Estado poderá ordenar a difusão” destes conteúdos “por um tempo de 30 minutos semanais”. https://g1.globo.com/mundo/noticia/venezuela-excluira-partidos-e-fechara-veiculos-de-imprensa-que-incitem-ao-odio.ghtml

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