RELATIVISMO MORAL, caracteríticas e as três principais variações

Entenda RELATIVISMO MORAL, e veja quais são as caracteríticas e suas três principais variações

Placa de Destino
A placa de Destino sobre um fundo branco com setas escrito em inglês “Right” em fundo verde, “Wrong” em fundo azul e “it depends” com fundo vermelho.

Não há como falar/escrever sobre Relativismo Moral sem antes explanar sobre a base que o fundamenta e as suas três principais variações.

A principal característica e comum aos distintos gêneros de Relativismo Moral é a que sustenta toda a ideia ou pensamento relativista de que nada pode ser Totalmente bom ou Totalmente mau. Todo o pensamento Relativista é baseado em “DEPENDE”.

PARA ALGUNS, DEPENDE de quais critérios éticos são aceitos para si mesmo como indivíduo. Desta forma, ninguém pode julgar moralmente outro ser humano, ou seja, não pode existir valores morais interpessoais.

PARA OUTROS, DEPENDE o que um grupo de pessoas (sociedade ou comunidade) aceita como valores morais e/ou éticos para si mesmo e sustentados por eles. Considerando que existem valores morais interpessoais somente intra-grupos e nunca inter-grupos. Ou seja, aceitam que existem valores diferentes, porém somente entre indivíduos e não entre diferentes grupos.

E, por fim, para outros, há aqueles que acreditam que as pessoas aceitam valores éticos não somente para si mesmo, mas também para os outros, ou seja, existe um valor de aplicação universal, mas com critérios de que esses valores são sempre subjetivos e não podem ser justificados sobre critérios objetivos.

As três variações ou derivações correspondem respectivamente ao “PERSONALISMO”, ao “RELATIVISMO” no sentido estrito e o “UNIVERSALISMO SUBJETIVO”. Segundo as classificações de James S. Fishkin (1984) em “Beyond Subjective Morality: Ethical Reasoning and Political Philosophy”.

Desta maneira, como os juízos Morais e éticos dependem de valores individuais de cada ser humano e como não aceitam pontos de vista éticos diferentes, ou seja, que existem valores verdadeiros, a conclusão do Relativista Moral é que: qualquer ponto de vista pode e, deve, ser aceito como válido.

Consequentemente, qualquer que seja o posicionamento do Relativista Moral o argumento seria inconsistente, porque na medida que avança em argumentos de tolerância universal destrói os próprios princípios éticos do relativismo. Como exemplifica Roger Scruton (1944) em “A Alma do Mundo”, mesmo que existisse uma teoria relativista “x” para mostrar que os valores são falsos ou relativos, a teoria “x” seria, então, da mesma forma, falsa, já que não pode existir valores verdadeiros. Ou seja, o Relativista Moral, sempre cai no Paradoxo do mentiroso.

Então, para que, a teoria relativista, tenha consistência só resta a opção: aceitar o Amoralismo, no sentido de negar qualquer juízo moral ou ético, pois, para ele, não existe valores. À vista disto, resta, ao relativista, duas posições frente ao confronto, evitar qualquer discussão ética/moral, ou passa a exigir vias racionais “aceitáveis” para que ele (o relativista) abandone suas posições de Relativismo Moral.

VEJA TAMBÉM: A ORIGEM DA ÉTICA

O MUNDO É OTIMIZADO PARA MEDIOCRIDADE



Mostro Mídia
“The fool who feeds the monster”. Viñeta de 1913 en Leslie’s Illustrated Weekly Newspaper. Originally posted by Ricardo Galli

Uma caricatura publicada em 1913 no já extinto Leslie’s Illustrated Weekly Newspaper mostra um mostro sendo alimentado por um executivo jogando-lhe moedas na boca. O monstro se ergue de forma ameaçadora com presas enormes e braços tentaculares que destruíam a cidade em volta. Nos tentáculos dizeres: “cultivar o ódio”, “distorcer os fatos” e “difamar para inflamar”. Ou seja, o executivo é um publicitário e a boca representa a impressa maliciosa que precisa de dinheiro para sobreviver, logo abaixo a legenda: “O TOLO QUE ALIMENTA O MONSTRO”. (Imagem à esquerda).

Venho falando sobre o assunto há alguns dias em “Ódio gera lucro! Ou você acha que tua opinião importa? ”,[1] “Manipulação das Mídias, como agir? ”,[2] e “Informação e responsabilidade individual, A saída da menoridade intelectual”.[3]. A questão é…



O MUNDO É OTIMIZADO PARA MEDIOCRIDADE

Todos os dias crianças e jovens entre 8 e 18 anos permanecem online, em média oito horas por dia. Não incluindo televisão. É gasto todos os dias 50 bilhões de minutos no facebook sem contar outras redes sociais e blogs. Todos os meses é disponibilizado cerca de 150 milhões de vídeos para usuários. É evidente que existe submissão e apatia. Todos estão distraídos por uma mídia cada vez mais veloz que não deixa pensar. De alguma forma a velocidade suprime a capacidade de interpretar e analisar.

A mente humana passa por duas fases quando se depara com a notícia, ou coisas de seus interesses. A primeira é acreditar só depois entra em fase de dúvida e avaliação, mas, para isso, precisa de tempo.

Então, de alguma forma, a velocidade da mídia moderna está impedindo a segunda fase de emergir, ou seja, no momento da dúvida, surge imediatamente outra notícia na timeline desviando a atenção. O que torna a notícia anterior verdade para o leitor, mesmo que não seja algo que ele (o leitor) normalmente acreditaria. Como não conseguiu absorver todos os fatos e passou para a notícia seguinte sem analisar, a opção é confiar na opinião do articulador. Ou seja, transfere a responsabilidade de análise – é, o que chamamos de “delegação de confiança”.

Além de ser difícil permanecer céticos, e, principalmente, ainda mais difícil corrigir crenças. É, ainda, possível fortalecer crenças já estabelecidas mesmo que erradas, o conhecido Backfire Effect o “efeito tiro-pela-culatra”. Desta forma, é possível manipular a opinião pública, em um processo cíclico de mentiras e ganhos através de notícias falsas.

Com a quantidade de tempo que crianças e adolescentes passam na internet, a velocidade em que a mídia moderna acontece, e as possibilidades de manipulação da informação como exposto anteriormente, através de mecanismo mentais que não deixam pensar, a probabilidade de entrar e permanecer em uma bolha é muito grande!

[1]. Ódio gera lucro! Ou você acha que tua opinião importa?

[2]. Manipulação das Mídias, como agir?

[3]. Informação e responsabilidade individual, A saída da menoridade intelectual



MENTIR é lucrativo



Personagem frente a notebbok com notas de dinheiro saindo da tela.

Todos os dias há um boato novo. Alguém famoso que morreu ou está muito doente. Especulações financeiras e políticas. Tudo em nome da visualização. Blogueiros e palpiteiros de rede sociais nem se dão ao trabalho de verificar as notícias que jogam para seu público ansioso pelo último e mais recente boato. Assim ganham não somente os difusores de mentiras, mas também aqueles que se aproveitam dos difusores de mentiras para ganhar dinheiro.

Há buracos na mídia iterativa, blogs e redes sociais, são muito veloz para dar furos, ou tentativas de furos, precisa desesperadamente de histórias, desta forma, caem fácil em mentiras criadas por usuários.



Há alguns anos um rapaz publicou brincando no site iReport, plataforma online da CNN, que uma fonte segura afirmou que Steve Jobs sofreu um ataque cardíaco. Havia sido a primeira e única mensagem deste usuário. Claro, era obviamente um bait. Apesar de parecer uma simples brincadeira o Silicon Alley Insider mordeu a isca e publicou como notícia verdadeira, vinte e cinco minutos e as ações da Apple estavam em queda livre até que, a empresa, negasse toda a história. Quem ganhou com isso? Quem comprou as ações da Applle! [1].

Boatos econômicos surgem a todo momento. É fácil criar comunicados falsos e ninguém ser responsabilizado. Veja outro caso:

“Foi assim com Lambro Ballas, corretor de ações de Nova York: ele foi acusado pela Comissão de Valores Mobiliários de fazer falsos comunicados de imprensa online a respeito de ações de empresas como Google, Disney e Microsoft e enviá-los a blogs e fóruns sobre finanças. Com a notícia falsa de uma oferta de aquisição supostamente feita pela Microsoft, as ações da Local.com subiram 75 por cento em um dia”

de Ryan Holiday (1987), em seu livro “Acredite, Estou Mentindo – Confissões de um Manipulador das Mídias”.

Imagina o que pode ser feito por políticos com vontade de poder!

Hoje, as informações, circulam em velocidade não em confiabilidade, o que torna cada vez mais difícil discernir sobre a verdade ou sobre o que é verdadeiro, além, claro, do agravante – mentiras são lucrativas! [1]

Muitos dos problemas com as fakenews se deve a velocidade e a quantidade de informação disponibilizada em anonimato, tempo é dinheiro e verificar informações ou “dar a cara a tapa” é caro. É mais fácil publicar e, quem sabe, depois se retratar, mesmo que as retratações não tenham o mesmo efeito da notícia anterior.

Antigamente, com um número menor de jornalistas, a delegação de confiança era mais simples, ao noticiar algo era possível descobrir quem deu o furo, em qual agencia e, principalmente, se era confiável. Coisa difícil hoje em dia.

NÃO ESTOU DEFENDENDO REGULAÇÃO DA MÍDIA, já deixei claro que a checagem é de responsabilidade individual, [2] e que mentiras são o ônus da liberdade [2]. Inclusive como deveríamos agir, [3] com cuidado, e com ceticismo, é claro!

[1]. ÓDIO GERA LUCRO! Ou você acha que a tua opinião importa?

[2]. INFORMAÇÃO E RESPONSABILIDADE INDIVIDUAL – A Saída da Menoridade Intelectual

[3]. MANIPULAÇÃO DAS MÍDIAS – COMO AGIR?



ÓDIO GERA LUCRO! Ou você acha que a tua opinião importa?

 

Homem todo de preto e máscara tem uma vara com anzol frente a um notebook outro homem esta acessando a internet.

As mídias sociais, como dizem alguns: deu voz aos idiotas! Verdade, em parte, claro, porque a democracia sempre desejou a voz dos idiotas. E o capitalismo – depois de 1914 com a entrada dos Estados Unidos na Primeira Guerra Mundial, derrubando monarquias e abrindo espaço para Republicas Democráticas – conseguiu aumentar a capacidade tecnológica de comunicação mundial. Aumento da democracia e a ingenuidade de achar que o povo é a voz da razão junto a capacidade do capitalismo de expansão tecnológica multiplicou a capacidade de disseminação de idiotices!



Platão (428 a.C – 347 a.C) dizia que a democracia é retórica e demagógica. [1] Ou seja, é fácil manipular a opinião das massas, basta conhecer os mecanismos. [2]

Agora, a junção entre democracia e um sofisticado sistema de preços pela opinião e atenção do cliente transformou o mundo contemporâneo em lugar onde o importante é ser visto, ou “falem bem ou falem mal, mas falem de mim”.

O capitalismo fez com que as pessoas acreditem que suas opiniões têm valor, quando, na verdade, têm, somente, o preço do anunciante. E, os preços, não são dados ao que é importante ou, pelo menos relevante nos assuntos, mas, simplesmente, porque foram manifestos. O que torna, cada vez mais, as redes sociais e blogs improdutivos.

O dinheiro está nos cliques não no conteúdo. Então ao transformar tudo em polêmica sobe a audiência. A opinião não importa, o que importa é a manifestação da opinião! Então, criar postagens que irritam o público é muito mais lucrativo do que criar postagens com conteúdo que deixem as pessoas pensativas e em silêncio. Ou seja, instigar a irritabilidade através de polarizações aumenta a lucratividade. No fim, as opiniões não mudaram em nada os editoriais, por isso são improdutivas, e apenas elevaram os lucros das empresas de notícias.



Fuja de palpiteiros, todos ganham dinheiro para irritar você!

No brasil, muitos blogueiros ganham dinheiro através de polêmicas que, inclusive, fizeram a ascensão de candidatos à presidência da república. Se aproveitam da impulsividade típica de ser contrariado para criar visualizações.

Quando jornalistas palpiteiros atiçam você, ou pede tua opinião, ele está usando a tua indignação para movimentar a conta bancária dele. Ele realmente não se importa com a opinião, muitos não têm tempo para ver ou responder comentários, na verdade eles se importam é com a manifestação da sua indignação a através de comentários nas páginas de redes sociais ou blogs. Dessa forma, criam engajamento, ganham views e bastante dinheiro.

[1]. Informação e responsabilidade Individual, a Saída da Menoridade intelectual. http://diariumfilosofico.com/filosofia-pratica/informacao-e-responsabilidade-individual-a-saida-de-menoridade-intelectual/

[2]. Manipulação das Mídias, como agir? http://diariumfilosofico.com/filosofia-politica/manipulacao-das-midias-como-agir/



MANIPULAÇÃO DAS MÍDIAS – COMO AGIR?

Ícones de diversas redes sociais. Facebook, Instagram, Twitter, Google plus, etc.

A grande maioria das pessoas não entende como suas próprias ideias chegaram em sua cabeça. Não compreende como são influenciadas através de mídias sociais. não compreendem que tudo que acontece Off-line começou On-line!

Não à toa, todos os anos é publicado no Facebook 3,3 milhões de post, no Instagram 50.000 posts, enquanto no Twiiter 400.000 posts em contagem por minuto [1]. PRODUZIMOS MAIS DO QUE PODEMOS CONSUMIR? Não necessariamente! A quantidade de ideologia produzida parece muito mais uma guerra de narrativas do que propriamente conteúdo. E ideologia não ensina. Ideologia é doutrina!



A nova mídia, e a nova economia na Era digital, são movidas por cliques. Quanto maior o número de cliques, entradas no site ou blog, maiores são os ganhos. Então, as chamadas sensacionalistas, são elaboradas para isso. E, como os seres humanos, sempre foram movidos por impulsos, caem, ou melhor, clicam naquilo que mais chama a sua atenção. Aumentando, assim, a monetização, que aumenta o sensacionalismo que aumenta a curiosidade que aumenta, novamente, a monetização.

Desta forma, há inúmeras maneiras de manipular a opinião pública, vender produtos ou, até mesmo, candidatos. O escritor Ryan Holiday (1987), em seu livro “Acredite, Estou Mentindo – Confissões de um Manipulador das Mídias” descreve e mostra como é fácil manipular grupos inteiros de ativistas, faz isso criando controvérsias e ódio. E ódio gera cliques, e cliques geram cada vez mais repercussão que geram mais cliques.

Ao promover um filme, por exemplo, vandalizou os próprios cartazes que havia mandado fazer, assim com alguns e-mails anônimos, criou euforia controversa entorno do filme, depois deixou que os movimentos feministas fizessem o trabalho com “boicotes” e manifestações. O filme não era controverso, e depois de alguns anos, passado o calor do momento, todos perceberam que se tratava de algo arranjado, e manipulado, para criar polêmica em torno do filme, deu certo,

“Tucker Max se tornava cada vez mais famoso e controverso”

palavras do escritor. Ou seja, conte uma mentira até ela se tornar verdade, ou quem sabe, só vender o que deseja.

Explorar a percepção das pessoas para vender produtos – pessoas e ideias também são produtos – é muito fácil, com as técnicas certas, objetivos definidos e conhecendo bem as mídias.

As mentiras e as FakeNews poderiam facilmente serem desmascaradas – e é para isso que a liberdade de impressa serve – mas, se as pessoas desconfiassem daquilo que acreditam não cairiam tão facilmente em conto do vigário On-line.

Um pouco de ceticismo, no sentido filosófico, conservadorismo político, e pessimismo com a natureza humana evitariam muitas dores de cabeça. Porém, o que mais vejo, é gente tentando confirmar aquilo que elas já acreditam, através de notícias – e isso é um prato cheio para os manipuladores da mídia!

[1]. Os Números Retirados do Site DIGITAL MARKET – ASIA.  http://www.digitalmarket.asia/solving-internets-tmi-much-information-problem/



O NOVO SOCIALISMO – A BOBAGEM PERIGOSA DE SEMPRE

Socialismo utópico
Imagem Preto e Branco com a foto dos três nomes mais conhecidos do socialismo utópico Saint-Simon ,Robert Owen, Charles Fourier.

Os primeiros socialistas, conhecidos como Socialistas Utópicos – assim chamados porque, apesar de fazerem críticas ao capitalismo não apresentavam qualquer solução, ou proposta, mas, como até hoje, acreditavam em uma “sociedade ideal”, eram pacifistas, desejam mudanças graduais com, inclusive, ajuda burguesa.

Desta origem, nasceram os Socialistas Científicos ou Marxistas – que não necessariamente baseiam-se em Karl Marx – o objetivo era compreender a dinâmica do capitalismo. É científico porque as análises são feitas do ponto de vista histórico e filosófico.

Desta forma, partindo da compreensão dialética histórica, é o fim do pacifismo, anteriormente imaginado, já que passam a entender que o controle dos meus de produção não acontecerá de forma espontânea, então, inspirados nos jacobinismos, sem o viés republicano, teoriza-se a VIOLÊNCIA REVOLUCIONÁRIA [1].

Entre as diversas críticas dos conservadores aos socialistas esta que os socialistas nunca definiram nada [2]. Seus pensamentos são sempre abstratos e indefinidos. Ou seja, acabam por usar palavras abstratas para mexer com os sentimentos dos mais simples e desavisados. Incapazes de perceber que palavras aleatórias na concretizam-se pelo simples fato de serem invocadas com entusiasmo. [3] E nem se meia dúzia de burocratas decidirem escrever em um pedaço de papel o que é justo e o que não é.

Em “Fatos e Falácias da Economia” Thomas Sowell (1930) escreve:

“(…)“Justo” é uma dessas palavras indefinidas que já atraíram apoio para políticas públicas que variam de leis de Comércio Justo até a Lei dos Padrões Justos de Trabalho. Essa indefinição é uma desvantagem intelectual, mas representa uma imensa vantagem política.”

Isso quer dizer, pessoas totalmente diferentes umas das outras, ou que desejam políticas públicas distintas daquelas as quais os candidatos desejam implementar, sejam induzidas a acreditar nas palavras. São enganadas através de discursos efusivos. Claro, ninguém é a favor de injustiças. Assim, os discursos podem seguir com palavras indecifráveis “igualdade”, “liberdade” e etc. e, ninguém será contra, mesmo que as definições de igualdade e liberdade sejam diferentes de quem fala daquela de quem ouve. O mesmo ocorre em qualquer categoria, que seria contra saúde, segurança e educação para todos?

[1]. Origem da Violência Revolucionária

[2]. Aviso aos socialistas: é impossível argumentar contra o histórico 100% fracassado do socialismo

[3] Politicamente Correto, O Problema da Linguagem. A LINGUAGEM não é nada mais que uma máscara das ideias.

INFORMAÇÃO E RESPONSABILIDADE INDIVIDUAL – A Saída da Menoridade Intelectual

 

Rosto de Noam Chomsky sobre o fundo preto com a frase “How it is we have so much information, but know so little?”
― Noam Chomsky

Desde a primeira fase do expansionismo mercantilista – considerado começo da integração capitalismo/globalização – tenta-se criar um sistema que possibilitasse trocas comerciais em nível global. Com a informação não é diferente. Informação também é comércio. Talvez por isso há tanta FakeNews, uma tentativa de moldar a opinião pública momentaneamente, pois são mentiras rápidas, fáceis de serem desmascaradas.

Porém, as mentiras fazem parte do ônus da liberdade. John Stuart Mill (1806 – 1873) parece que acertou quando diz que as mentiras devem ser permitidas, dessa forma saberemos, ao confrontá-las, o que é verdade. Afinal, sem confrontar as mentiras como chegar as verdades?



Mas na velocidade que a informação nos chega hoje nota-se claramente que é impossível absorver tudo que é mostrado todos os dias.

Por exemplo:

“A notícia do assassinato do presidente norte-americano Abraham Lincoln, em 1865, levou 13 dias para cruzar o Atlântico e chegar à Europa. A queda da Bolsa de Valores de Hong Kong (outubro-novembro/97), levou 13 segundos para cair como um raio sobre São Paulo e Tóquio, Nova York e Tel Aviv, Buenos Aires e Frankfurt. Eis ao vivo e em cores, a globalização” (Clóvis Rossi – do Conselho Editorial – Folha de São Paulo). [2]

Mas, somente informação não é suficiente, é necessário a instrução – capacidade de discernir sobre aquilo a que está exposto – saber o que fazer com o conhecimento para não cair nas garras de charlatões da mídia. Schopenhauer (1788 – 1860) em “Arte de Escrever” faz uma diferenciação entre informação e Instrução [1]. Informação está ao alcance de todos, hoje – acredito que sempre foi assim, apesar de proporcionalmente diferente – é necessário saber selecionar e trabalhar com a cascata de informações que chegam a todo momento em nossa TimeLine.

A principal função é instruir-se para lidar com a informação, como Immanuel Kant (1724 – 1804) diz a saída da menoridade intelectual é de responsabilidade pessoal. Perceber o que é informação de qualidade e/ou verdadeira do que é mera especulação.



É compreensível que a  democracia [3], para além de seus valores atuais, tornou os julgamentos turvos. Ou, como preferem alguns: os sofistas venceram! [4]. Na sociedade moderna, o controle foi substituído pelo convencimento e pela participação ou representatividade, o que evita desconfiança no sistema.

Ao afirmar que os homens são a medida de todas as coisas eliminam a possibilidade de busca pela verdade. Logo, cada um com sua própria verdade precisa de representatividade democrática. Impedindo, quem sabe, a maioridade intelectual. Os reflexos mais claros são a irresponsabilidade sobre o que fala e a incapacidade de quem ouve de discernir sobre o que está sendo dito. O simples fato de alguém dizer aquilo que o sujeito quer ouvir elimina a possibilidade de questionar se, o que está sendo dito, é verdade ou mentira.

A democracia, segundo Platão (428/427 – 348/347) é retórica, argumentativa e demagógica. Com toda razão. O que me leva a pensar sobre a necessidade da responsabilidade individual sobre aquilo que falamos e acreditamos pessoalmente.



Sair da bolha, dito do pensamento contemporâneo, liberdade de pensamento como fala Stuart Mill, discernir entre informação e instrução como em Schopenhauer, ou sair da Menoridade Intelectual a expressão Kantiana, é, basicamente – desprezar a massa! Ou seja, faz parte da busca de aprendizado constante conhecer si mesmo, a própria intelectualidade e, principalmente, ser indivíduo na turbulência do povo.

 [1] Informação é diferente de Instrução

[2] Globalização diminui as distâncias e lança o mundo na era da incerteza

[3] Democracia, antiga e moderna, diferenças fundamentais.

[4] A vitória Sofista, Luis F. Pondé – na Folha



 

E SE CUBA ABANDONASSE O SOCIALISMO?

Mesmo depois do fim do socialismo as feridas causadas perduram por muitos anos.



E SE CUBA CONSEGUISSE SAIR DAS AMARRAS de uma economia planificada? Existiria, realmente, uma possibilidade de crescimento a curto prazo? 

Essas são algumas das perguntas que sempre ouço, e, inclusive, vi matérias a respeito em revistas de circulação nacional. E SE….? 

bandera_cuba
Bandeira de Cuba

Houve em 2008 [1] a notícia “Cuba diz ter 20 bilhões de barris de petróleo em alto-mar” Houve, inclusive especulações [2]. Em 2015 “Cuba pode se tornar uma potência em minério e petróleo? ” especulava o jornal. Porém em 2016 “Cuba pede petróleo à Rússia por problemas com fornecimento” devido problemas enfrentados pela Venezuela.[3]

Dito isto, as notícias mostram que mesmo que existisse 20 bilhões de barris, como anunciado, em Cuba não faria grande diferença, apesar de toda histeria em volta disso, e do artigo delirante do Alexandre Versignassi, na revista Superinteressante (2014). Porque mesmo que os USA desejasse comprar de Cuba ao invés de importar do oriente médio, como faz hoje, Cuba não teria a capacidade de extraí-lo, muito menos sem a tecnologia estadunidense, ou seja, precisa deles para vender para eles. E, infelizmente no curto prazo não se faz riqueza [4].



Outro delírio é achar que os cubanos voltariam para Cuba. Sim podem voltar, mas lembrem-se já se passaram quase 60 anos da Revolução cubana, é uma outra geração, é uma outra perspectiva de vida, são dos filhos dos antigos cubanos que estamos falando, a maioria deles nem ao menos sabem o que é Cuba! São Norte Americanos, vivem como Norte Americanos.

Cuba está se abrindo economicamente – é verdade! Apesar dos desmandos políticos, desde 2014 vem tomando medidas que visam o investimento estrangeiro [5]. Porém a verdade é que as chagas do socialismo costumam durar muito mais do que o próprio socialismo.

Vejamos, se jovens cubanos, seguir o exemplo dos jovens alemães de hoje, [6] 25 anos depois da queda do Muro de Berlim, os cubanos migrariam para lugares de economia mais livre e com melhores condições de trabalho, ou seja, a tendência não é voltar para as terras que foram de seus pais, mas, com a abertura, a tendência é migrar para lugares melhores economicamente.

E, outra ainda, entre os argumentos de grande prosperidade, está o “cubano têm boa educação”, bom, eu não acredito nisso! Mas, suponhamos que seja verdade, a educação cubana não é voltada para o mercado, é totalmente estatal para manter um status quo, saber ler não é saber lidar com o mundo, o cubano terá que aprender o que é mercado, gerir, administrar, acumular capital e outras tantas condições de um mundo quase totalmente desconhecido para os cubanos que vivem na ilha desde sua infância, lembre-se estamos falando de uma geração que nunca viu a prosperidade capitalista.

Nesses casos, como norte coreanos, chineses, alemães do oriente e, claro, cubanos são necessárias gerações para desenvolver uma mentalidade pró-mercado!



Os exemplos dos Norte Coreanos que conseguem fugir e chegar a Coreia do Sul, mostra que mesmo eles, povo de mesma língua e etnia, percebem que sua capacidade é inferior aos dos seus vizinhos, muitos médicos norte coreanos não conseguem passar nos exames sul coreanos, o patamar de conhecimentos é enorme. O mesmo acontece com médicos cubanos que chegam ao Brasil. Mesmo que exista os cursos equivalentes no socialismo, em uma economia aberta, pela própria dinâmica do mercado, e a tecnologia, os níveis de conhecimento são muito mais altos.

Sim, para Cuba seria uma nova revolução abandonar o comunismo, mas há tantas nuances para a prosperidade de um povo e, principalmente, levando em conta os patrões modernos, que é praticamente impossível prever qualquer reação cubana, diante do mercado mundial.



A verdade é que a ferida cubana, mesmo que abandonando o socialismo, ainda demoraria gerações para ser fechada.

A ditadura dos Castros em Cuba está longe de ter um fim, mas se um dia terminar e o povo cubano desejar uma abertura do mercado, ainda assim a sua recuperação demoraria um tempo impossível de prever. Qualquer tentativa de dizer que Cuba tem educação, saúde e direitos sei lá a quê! É um delírio achar que serviria de alavanca em um mundo globalizado.

[1]. Cuba diz ter 20 bilhões de barris de petróleo em alto-mar http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,cuba-diz-ter-20-bilhoes-de-barris-de-petroleo-em-alto-mar,261235

[2]. Cuba pode se tornar uma potência em minério e petróleo? http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/05/150425_cuba_potencia_minerio_petroleo_rb

[3]. Cuba pede petróleo à Rússia por problemas com fornecimento https://exame.abril.com.br/economia/cuba-pede-petroleo-a-russia-por-problemas-com-fornecimento/

[4]. O problema é que, na vida real, a riqueza só pode ser construída por meio da poupança, da acumulação de capital e da divisão do trabalho. http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2584

[5]. Medidas tem sido tomadas no sentido de abrir espaço para o capital estrangeiro. http://www.cubalibredigital.com/index.php?option=com_content&view=article&id=18515:apos-55-anos-de-fracasos-cuba-qsocialistaq-se-abre-ao-capitalismo-estrageiro&catid=28:quaternaria&Itemid=25

[6]. The Berlin Wall fell 25 years ago, but Germany is still divided. https://www.washingtonpost.com/news/worldviews/wp/2014/10/31/the-berlin-wall-fell-25-years-ago-but-germany-is-still-divided/?utm_term=.d21a8eb62100



DIREITO AO ÓDIO

O direito ao ódio é o direito a livre expressão, e liberdade de expressão é também suportar o peso das próprias opiniões.

Deixar o governo interferir na liberdade do outro é dar o aval para que o Estado interfira na sua liberdade também.



DIREITO AO ÓDIO – ao dizer “mais amor, menos ódio” nada se diz! Uma frase de efeito jogada sobre uma nação de cabeça ocas em troca de voto para um salvador. A expressão é vazia em si mesma, quero dizer: não há utilidade prática ou argumentativa.

Caso perguntemos o que é ódio ou o que é amor, haverá uma infinidade de respostas subjetivas, logo, qualquer um pode se tornar o detentor da verdade, o dono de uma verdade incontestável dentro de uma receita. Basta definir sua prioridade. Ou seu preconceito?

Um sujeito dizer que não gosta de um determinado grupo ou que abomina outros não significa absolutamente nada! Já que não se pode interferir na liberdade de outro sujeito com sua opinião.



Rosto de Noam Chomsky sobre um fundo escuro com a frase “se não acreditamos na liberdade de expressão para as pessoas que desprezamos não acreditamos nela.

Esta semana ouvi a expressão “mais amor, menos ódio” em um programa de televisão, coincidência ou não na mesma semana a ditadura de Nicolas Maduro, resolveu que deve existir uma Lei contra o Ódio [1], uma daquelas ideias estapafúrdias que sempre surge na cabeça de coletivistas, e que todo mundo sabe que só servirá de repressão política por meios jurídicos, uma dessas ideias que nos leva a foçar a linguagem contra o politicamente correto e dizer PRECISAMOS DO DIREITO AO ÓDIO!

Esse é o direito ao ódio! Ou ao amor, tanto faz. Um direito ao pensamento.

Um sujeito detentor de preconceitos, de qualquer natureza, pode inclusive racionalizar seu ódio criando argumentos que justifique sua estupidez, é um direito inalienável ser um idiota! E é, igualmente, direito boicotar os preconceituosos.

Agora, ferir a liberdade é abominável. É aí que está o erro do politicamente correto, e, agora, a descarada Lei contra o ódio do Maduro, definiu palavras vãs e passou a ser possuidores da verdade universal. Tentando delimitar o pensamento e os cidadãos, através de regras insidiosas, e, ainda, tentando abolir os sentimentos, ou suas próprias definições de amor ou ódio.

Só há um objetivo em políticos, dividir a população entre eleitores e inimigos. Assim, garante para si a manutenção do poder. Faz acreditar que a liberdade, ou sua manutenção, é uma concessão estatal, quando na verdade é um direito intrínseco a pessoa.



[1]. A lei também obriga os meios de comunicação a promover “a paz, a tolerância e a igualdade”, e que o “Estado poderá ordenar a difusão” destes conteúdos “por um tempo de 30 minutos semanais”. https://g1.globo.com/mundo/noticia/venezuela-excluira-partidos-e-fechara-veiculos-de-imprensa-que-incitem-ao-odio.ghtml

UBER E A CONTRADITÓRIA MORALIDADE DO ESTADO

A CORRUPÇÃO SEMPRE ESTEVE PRESENTE EM TODAS AS SOCIEDADES, mesmo que estudos sobre o assunto sejam recentes, remontando a segunda metade do século XX. O ESTADO É, NATURALMENTE IMORAL!

Mas, espero que o jeitinho brasileiro consiga passar por cima dessas estadices brasileiras.



A CORRUPÇÃO SEMPRE ESTEVE PRESENTE EM TODAS AS SOCIEDADES, mesmo que estudos sobre o assunto sejam recentes, remontando a segunda metade do século XX. O ESTADO É, NATURALMENTE IMORAL!

O poder não tem limites. É uma característica intrínseca a ele. Nicolau Maquiavel (1469 – 1527), renascentista, já notava como o poder corrompe o ser humano. No século XVIII Montesquieu (1689 – 1755), escreve “a corrupção de cada governo começa quase sempre pela dos princípios”. Assim, uma crítica ética, sobre a administração pública, mostra não o quanto os políticos se afastaram das regras morais, MAS, QUE NUNCA AS TIVERAM.

O Brasil é um país historicamente corrupto, logo, o acúmulo de poder, em ambiente moralmente corrompido, só pode obviamente tomar medidas autoritárias em nome de uma pequena casta que vivem da burocracia estatal. Mesmo que isso seja contraditório a tudo aquilo que costumam dizer.



Até a chegada do UBER a máfia dos táxis faturava mais de 6 milhões no Rio de Janeiro [1], não é diferente em outras partes do brasil. A quebra de monopólios, as possibilidades de ganhos mais atrativos, liberdade ao motorista e todo os benefícios com a chegada dos aplicativos de carona, passam desapercebidos quando o assunto é manter a casta no poder. Quanto mais centralizado, para os detentores do poder, melhor.

Desta forma, contraditoriamente, os socialistas, impõe seus mandos e desmandos. Suprimindo os direitos naturais e aplicando os direitos positivos, fingem se importar com o bem-estar da população, quando na verdade mostra seu lado elitista e autoritário com medidas claramente desrespeitosa aos direitos dos indivíduos, de livre iniciativa e de escolha. Como no caso UBER [2].

Assim, ao defender seus privilégios, com entraves de legisladores, em detrimento dos direitos verdadeiros do povo, o Estado que, mente ao bradar aos quatro ventos, “igualdade” mata povo, como já nos alertava Nietzsche (1844 – 1900), “Estados? O que é isso? Vamos! Apurai os ouvidos, porque agora vou falar-vos da morte dos povos”. Sim, a morte da livre iniciativa, da vontade de pontência, da liberdade de escoolha e entre os indivíduos, esta é a morte dos povos.

O Estado tem a moral dobre, e assim força os indivíduos a ser moralmente dobre também. O excesso de regulamentações força o surgimento do “mercado negro” ou, no caso do Brasil, o Jeitinho brasileiro – a forma que o povo encontrou de controlar o mostro.

Não ficaria surpreso se o brasileiro conseguisse bular as novas regras estatais para continuar trabalhando. Aliás, seria ótimo!

[1]. Segundo o site antes da chegada do UBER a máfia dos táxis faturava mais de 6 milhões no Rio de Janeiro. http://www.ilisp.org/noticias/antes-do-uber-mafia-de-aluguel-de-taxis-faturava-r-67-milhoes-por-mes-com-diarias-no-rio/

[2]. Projeto prevê abolir aplicativos de carona. http://www.ilisp.org/noticias/cabify-e-uber-afirmam-que-projeto-aprovado-na-camara-extingue-aplicativos-no-brasil/